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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Lição 2 - O proposito da Tentação

Introdução


Estamos vivendo longe da realidade e das verdades bíblicas. A teologia que se prega em nossos dias, coloca o homem imune a qualquer tipo de sofrimento, haja vista as igrejas que usam em suas placas frases de efeito, tais como: “Pare de sofrer”, “Sofrer nunca mais”, “Tenha uma vida vitoriosa” assim vai, isso cria uma utopia, como se a vida cristã fosse só flores, o próprio Senhor Jesus declara; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16:33. Não obstante, podemos ver varias pessoas desiludida com os falsos ensinamentos. A epístola de Tiago vai trazer grandes ensinamentos da parte de Deus para nossas vidas. O meio irmão do Senhor Jesus vai escrever esta carta em meio a perseguições contra o povo de Deus, creio que Tiago tinha intenção encorajar a todos Cristãos a serem perseverantes (Tg 1.4) diante das lutas e aflições que estavam eminentes. Pode ser que muitos cristões tenham fugido de Jerusalém, por isso o apostolo Tiago inicia a sua carta as tribos que se encontravam dispersas (Tg 1.1), o povo judeu começou uma implacável perseguição até chegarmos o martírio de Tiago, segundo a historia o governador Festo o mesmo que enviou o apostolo Paulo a Roma no ano 60 d.C. (At 23,32), havia falecido os Judeus se aproveitando da falta de comando começaram um motim contra Roma e aproveitando perseguiram os cristãos, dai se deu o martírio do apostolo Tiago no ano 62 d. C, o historiador judeu Claudio Josefo ele descreve a ruina de Jerusalém como motivada pela injustiça que cometeram contra Tiago. A própria vida de Tiago demonstra que apesar de ser um homem fiel, temente a Deus ao ponto de chamado de “Justo”, ele era passível de qualquer intempérie da vida. No decorrer de nossas vidas vamos passar por adversidades, mas precisamos ter consciência que Senhor Jesus estará nos fortalecendo em meios às lutas.


I – Fortalecimento Produzido pelas tentações (Tg 1.2,12)

       1.    O que é tentação?

 A palavra “tentação” que empregado no texto bíblico (Tg 1.2), tanto no hebraico, massah e no grego, peirasmo significa “prova”, “provação” ou “teste”. A expressão pode estar relacionada também ao conflito moral. Há uma distinção entre tentação e pecado. Tentação é um impulso para praticas censuráveis e não recomendáveis, já o pecado, é ceder a tentação, Jesus foi o maior exemplo desta distinção, em tudo ele foi tentado, mas não pecou (Hb 4.14-16). O texto vai levar-nos a ideia de adversidades e também de uma lutar interior contra o pecado.

        2.  Fortalecimento após a tentação

O aluno quando estiver para realizar uma prova, ele se prepara, estuda, pesquisa. para quando chegar o dia do seu teste ele possa ter êxito. As nossas vidas também passas por testes, seja o teste interior que é a sua luta contra os seus desejos e a luta exterior, ou seja, os problemas do dia a dia. Se a nosso desempenho diante das lutas for vitoriosa, teremos mais força para as eventuais adversidades, criando em nós uma confiança que Deus nos fortalece nos momentos mais difíceis de nossas vidas, assim como se refina ouro no fogo para ser purificado, o cristão também passa por provação. Embora satanás em todos os momentos de nossas lutas vai tentar colocar estímulos, setas e pedras para tropeçarmos, mas o senhor Jesus vai dar escape para aqueles que resistirem com fé.  Após Jesus ser batizado por Joao Batista no Rio Jordão, diz a bíblia que Ele foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo (Lc 4.1-13), depois da vitória sobre satanás no deserto, Jesus saiu vitorioso e fortalecido, isso mesmo fortalecido apesar de Jesus ser Deus ele também era homem, antes desta provação o Senhor não havia realizado grandes obras. A provação ela cria em nós maturidade, perseverança, confiança e uma intimidade com Deus.

3. Felicidade pela tentação

  Os Cristãos da igreja primitiva tinha uma peculiaridade, eles se alegravam em sofrer pelo evangelho, o próprio Apostolo Tiago que foi colocado em cima do templo e foi dada a oportunidade a ele que nega-se a Cristo, mas ele preferiu a morte.
12. E assim os mencionados escribas e fariseus puseram Tiago em pé sobre o pináculo do templo e disseram-lhe aos gritos: "O tu, o justo!, a quem todos devemos obedecer, posto que o povo anda extraviado atrás de Jesus o crucificado, diga-nos quem é a porta de Jesus." 13. E ele respondeu com grande voz: "Por que me perguntam sobre o Filho do homem? Ele também está sentado no céu à direita do grande poder e há de vir sobre as nuvens do céu[1]. História Eclesisática, Livro II, capítulo III XXIII
[De como Tiago, chamado irmão do Senhor, sofreu o martírio]

Ser chamado para sofrer com alegria nos parece paradoxal, mas quem milita nas causas do Senhor sabe que o sofrimento em prol do evangelho do Senhor Jesus, recebera uma coroa de gloria que estar preparada para todos que passarem pelas provações (Tg 1.12), ser participante das aflições  Cristo produz no homem e na mulher de Deus uma alegria imensurável o apostolo Paulo na sua carta aos Corintos ele demostra a sua alegria em meio as lutas:
 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. (
2 Coríntios 4:16-18)
                                                                                         
II – Origem das Tentações (Tg 1.13-15)

1.     A Tentação é humana

A tentação não vem de Deus, ela é fruto das nossas fragilidades (Tg 1.13), diferente das provações que Deus permite em nossas vidas. O ser humano é atraído pelos seus desejos, à bíblia demostra isso claramente na historia do primeiro homem (Gn 3.2-6), Deus deu livre acesso para que Adão e Eva pudessem usufruir de todas as coisas no jardim, mas proibiu de comer da “arvore do conhecimento do bem e do mau” que estava no meio do jardim, mesmo sabendo que não poderia tocar no fruto daquela arvore, o primeiro casal deu ouvido os seus desejos entregando-se ao pecado (Gn 3.6-9). Na epistola de Tiago (Tg 1.15) ele faz uma comparação com a gravidez, pois ele é gerada pela nossa cobiça, que vai dar a luz ao pecado. Antes que o pecado seja gerado, ele estar dentro de nós passando por processo gestativo, então podemos definir claramente que a tentação não vem de Deus e sim da nossa natureza.

2.     Atração pela própria concupiscência

O texto é bem incisivo que cada um é tentado pela sua própria cobiça (Tg 1.14), o ser humano tem a sua natureza pecaminosa e voltada para os seus desejos. A palavra “concupiscência” tem vários significados entre eles:
Significado de Concupiscência
s.f. Inclinação a gozar os bens terrestres, particularmente os prazeres sensuais.
Ganância por propriedades materiais.
Aspiração por satisfações sexuais.
Filosofia. Agostinismo. Desejo libertino, lascívia carnal.
Tomismo Medieval. Aspiração por prazer motivado por um fato material.
Teologia. Anseio humano pelos domínios naturais ou sobrenaturais.
Organização amorosa orientada a Deus e aos homens.
Pej. Desejo dos homens por bens materiais cuja existência justifica-se através do pecado original.
(Etm. do latim: conscupiscentia)

Quando o ser humano é tentado ele simplesmente é atraído pelos seus próprios desejos e malicias que se encontra em sua natureza carnal. O maior inimigo do homem é ele mesmo, apesar de satanás contribuir para o nosso fracasso, somos o maior responsável pela nossa queda. Por isso devemos fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22).

3.    Deus nos fortalece na tentação  

Diante das adversidades Deus nos fortalece e dar escape para os seus servos, quando damos ouvido a voz do Espírito Santo (1 Co 10.13), embora a tentação seja fruto da nossas fraquezas Deus através do seu Espirito nos lembrar da sua Palavra (Sl 119.11). A igreja precisa atentar para sua palavra, estamos dando lugar a muitas coisas em nossas igrejas e esquecendo de dar prioridade à palavra de Deus. Jesus quando foi tentado no deserto ele venceu usando a Palavra.

III – Proposito das Tentações

1.     Para provar a Nossa Fé
  
Quando Deus permite a provação em nossas vidas é para provar a nossa fé, ou seja, para que nós reconheçamos que somos dependentes de Deus, a provação não é para que Deus possa saber se a gente vai suportar ou não, pois Ele é Deus e como Deus ele sabe o presente, passado e futuro. Quando Deus manda Abraão sacrificar o seu único filho, não era com proposito de saber se ele era obediente, e sim para aumentar a fé de Abraão  (Gn 22). Quando obedecemos da mesma forma que Abraão, confiando que o plano de Deus é o melhor possível, nós elevamos seus atributos e o louvamos por eles. A obediência de Abraão à face de um comando tão difícil exaltou o amor soberano de Deus, Sua bondade, o fato de que Ele é digno de confiança, e nos deixou um exemplo a seguir. Sua fé no Deus que ele passou a conhecer e amar colocou Abraão na lista de heróis da fé (Hb11). Creio que somos testados por Deus não para que Ele saiba se somos fiel ou não, mas parque atinjamos um grau de maturidade na fé (Jo 16.33; Jd 3).

2.     Produzir Paciência (vv. 3,4)

Na época de Tiago o povo precisava perseverar, pois deles dependiam a continuidade da pregação do evangelho. Nas dificuldades é muito difícil mantermos a paciência, e Tiago talvez tenha lido a carta de Paulo ao Romanos 5.3 “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência”. Tiago sabia que paciência diante das dificuldades geraria naquele povo o poder de superação, não poderia ser colocado em duvida porque a esperança do crente não estar no homem, nem na politica e sim Deus, a esperança gerada pela paciência não traz confusão e sim fé (Rm 5.5).

3.     Chegar à Perfeição  

Como tudo na vida precisa estar sendo moldado, assim é a vida do crente em Jesus, após ele adquirir a paciência, que já é algo que não acontece da noite para dia, é um processo que vai demandar tempo e muitas lagrimas até chegarmos à perfeição. Creio que essa perfeição só vai ser possível quando Cristo arrebatar a sua igreja (Sl 119.67; Hb 5.8; Ef 4.13). Os crentes da igreja primitiva que passaram pelas mais dolosas provações, trazem-nos uma lição para igreja atual, amor daquela igreja não estava em posição em nem riquezas matérias e sim na mais devota fé naquele que Senhor da igreja.

Conclusão

Possamos entender que as adversidades dessa vida são passageiras, mas tudo que Deus tem para nossas vidas são eternas. Então fujamos da aparência do mau, se achegamos a Deus com um coração contrito e com ouvidos atento a voz do se Espirito.



Comentários:
Dc. Jose Emerson Barbosa da Silva
Assembleia de Deus em Curitiba
Congregação Portão 









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