Introdução
Estamos vivendo longe da realidade e das verdades bíblicas. A
teologia que se prega em nossos dias, coloca o homem imune a qualquer tipo de
sofrimento, haja vista as igrejas que usam em suas placas frases de efeito,
tais como: “Pare de sofrer”, “Sofrer nunca mais”, “Tenha uma vida vitoriosa”
assim vai, isso cria uma utopia, como se a vida cristã fosse só flores, o próprio
Senhor Jesus declara; “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16:33. Não obstante, podemos ver varias
pessoas desiludida com os falsos ensinamentos. A epístola de Tiago vai trazer
grandes ensinamentos da parte de Deus para nossas vidas. O meio irmão do Senhor
Jesus vai escrever esta carta em meio a perseguições contra o povo de Deus,
creio que Tiago tinha intenção encorajar a todos Cristãos a serem perseverantes
(Tg 1.4) diante das lutas e aflições que estavam eminentes. Pode ser que muitos
cristões tenham fugido de Jerusalém, por isso o apostolo Tiago inicia a sua
carta as tribos que se encontravam dispersas (Tg 1.1), o povo judeu começou uma
implacável perseguição até chegarmos o martírio de Tiago, segundo a historia o governador
Festo o mesmo que enviou o apostolo Paulo a Roma no ano 60 d.C. (At 23,32),
havia falecido os Judeus se aproveitando da falta de comando começaram um motim
contra Roma e aproveitando perseguiram os cristãos, dai se deu o martírio do
apostolo Tiago no ano 62 d. C, o historiador judeu Claudio Josefo ele descreve
a ruina de Jerusalém como motivada pela injustiça que cometeram contra Tiago. A
própria vida de Tiago demonstra que apesar de ser um homem fiel, temente a Deus
ao ponto de chamado de “Justo”, ele era passível de qualquer intempérie da
vida. No decorrer de nossas vidas vamos passar por adversidades, mas precisamos
ter consciência que Senhor Jesus estará nos fortalecendo em meios às lutas.
I –
Fortalecimento Produzido pelas tentações (Tg 1.2,12)
1. O que é tentação?
A
palavra “tentação” que empregado no texto bíblico (Tg 1.2), tanto no hebraico,
massah e no grego, peirasmo significa “prova”, “provação” ou “teste”. A expressão
pode estar relacionada também ao conflito moral. Há uma distinção entre
tentação e pecado. Tentação é um impulso para praticas censuráveis e não recomendáveis,
já o pecado, é ceder a tentação, Jesus foi o maior exemplo desta distinção, em
tudo ele foi tentado, mas não pecou (Hb 4.14-16). O texto vai levar-nos a ideia
de adversidades e também de uma lutar interior contra o pecado.
2. Fortalecimento após a tentação
O aluno quando estiver para realizar uma
prova, ele se prepara, estuda, pesquisa. para quando chegar o dia do seu teste
ele possa ter êxito. As nossas vidas também passas por testes, seja o teste
interior que é a sua luta contra os seus desejos e a luta exterior, ou seja, os
problemas do dia a dia. Se a nosso desempenho diante das lutas for vitoriosa,
teremos mais força para as eventuais adversidades, criando em nós uma confiança
que Deus nos fortalece nos momentos mais difíceis de nossas vidas, assim como
se refina ouro no fogo para ser purificado, o cristão também passa por
provação. Embora satanás em todos os momentos de nossas lutas vai tentar
colocar estímulos, setas e pedras para tropeçarmos, mas o senhor Jesus vai dar
escape para aqueles que resistirem com fé. Após Jesus ser batizado por Joao Batista no
Rio Jordão, diz a bíblia que Ele foi levado ao deserto para ser tentado pelo
diabo (Lc 4.1-13), depois da vitória sobre satanás no deserto, Jesus saiu
vitorioso e fortalecido, isso mesmo fortalecido apesar de Jesus ser Deus ele
também era homem, antes desta provação o Senhor não havia realizado grandes
obras. A provação ela cria em nós maturidade, perseverança, confiança e uma
intimidade com Deus.
3.
Felicidade pela tentação
Os Cristãos da igreja primitiva tinha uma peculiaridade, eles se alegravam em sofrer pelo
evangelho, o próprio Apostolo Tiago que foi colocado em cima do templo e foi
dada a oportunidade a ele que nega-se a Cristo, mas ele preferiu a morte.
12. E assim os
mencionados escribas e fariseus puseram Tiago em pé sobre o pináculo do templo
e disseram-lhe aos gritos: "O tu, o justo!, a quem todos devemos
obedecer, posto que o povo anda extraviado atrás de Jesus o crucificado,
diga-nos quem é a porta de Jesus." 13. E ele
respondeu com grande voz: "Por que me perguntam sobre o Filho do homem?
Ele também está sentado no céu à direita do grande poder e há de vir sobre
as nuvens do céu[1].
História
Eclesisática, Livro II, capítulo III XXIII
[De como Tiago, chamado irmão do
Senhor, sofreu o martírio]
Ser chamado para sofrer com alegria nos
parece paradoxal, mas quem milita nas causas do Senhor sabe que o sofrimento em
prol do evangelho do Senhor Jesus, recebera uma coroa de gloria que estar
preparada para todos que passarem pelas provações (Tg 1.12), ser participante
das aflições Cristo produz no homem e na
mulher de Deus uma alegria imensurável o apostolo Paulo na sua carta aos Corintos
ele demostra a sua alegria em meio as lutas:
Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o
nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea
tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. (2 Coríntios 4:16-18)
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. (2 Coríntios 4:16-18)
II
– Origem das Tentações (Tg 1.13-15)
1. A
Tentação é humana
A tentação não vem de Deus, ela é fruto das nossas
fragilidades (Tg 1.13), diferente das provações que Deus permite em nossas
vidas. O ser humano é atraído pelos seus desejos, à bíblia demostra isso
claramente na historia do primeiro homem (Gn 3.2-6), Deus deu livre acesso para
que Adão e Eva pudessem usufruir de todas as coisas no jardim, mas proibiu de
comer da “arvore do conhecimento do bem e do mau” que estava no meio do jardim,
mesmo sabendo que não poderia tocar no fruto daquela arvore, o primeiro casal
deu ouvido os seus desejos entregando-se ao pecado (Gn 3.6-9). Na epistola de
Tiago (Tg 1.15) ele faz uma comparação com a gravidez, pois ele é gerada pela
nossa cobiça, que vai dar a luz ao pecado. Antes que o pecado seja gerado, ele
estar dentro de nós passando por processo gestativo, então podemos definir
claramente que a tentação não vem de Deus e sim da nossa natureza.
2. Atração pela própria concupiscência
O texto é bem incisivo que cada um é tentado
pela sua própria cobiça (Tg 1.14), o ser humano tem a sua natureza pecaminosa e
voltada para os seus desejos. A palavra “concupiscência” tem vários significados
entre eles:
Significado de Concupiscência
s.f. Inclinação a gozar os bens terrestres,
particularmente os prazeres sensuais.
Ganância por propriedades materiais.
Aspiração por satisfações sexuais.
Filosofia. Agostinismo. Desejo libertino, lascívia carnal.
Tomismo Medieval. Aspiração por prazer motivado por um fato material.
Teologia. Anseio humano pelos domínios naturais ou sobrenaturais.
Organização amorosa orientada a Deus e aos homens.
Pej. Desejo dos homens por bens materiais cuja existência justifica-se através do pecado original.
(Etm. do latim: conscupiscentia)
Ganância por propriedades materiais.
Aspiração por satisfações sexuais.
Filosofia. Agostinismo. Desejo libertino, lascívia carnal.
Tomismo Medieval. Aspiração por prazer motivado por um fato material.
Teologia. Anseio humano pelos domínios naturais ou sobrenaturais.
Organização amorosa orientada a Deus e aos homens.
Pej. Desejo dos homens por bens materiais cuja existência justifica-se através do pecado original.
(Etm. do latim: conscupiscentia)
Quando o ser
humano é tentado ele simplesmente é atraído pelos seus próprios desejos e
malicias que se encontra em sua natureza carnal. O maior inimigo do homem é ele
mesmo, apesar de satanás contribuir para o nosso fracasso, somos o maior responsável
pela nossa queda. Por isso devemos fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22).
3. Deus nos
fortalece na tentação
Diante das
adversidades Deus nos fortalece e dar escape para os seus servos, quando damos
ouvido a voz do Espírito Santo (1 Co 10.13), embora a tentação seja fruto da
nossas fraquezas Deus através do seu Espirito nos lembrar da sua Palavra (Sl
119.11). A igreja precisa atentar para sua palavra, estamos dando lugar a muitas
coisas em nossas igrejas e esquecendo de dar prioridade à palavra de Deus. Jesus quando foi
tentado no deserto ele venceu usando a Palavra.
III –
Proposito das Tentações
1. Para provar
a Nossa Fé
Quando Deus permite a provação em nossas vidas é para provar a nossa fé, ou seja, para que nós reconheçamos que
somos dependentes de Deus, a provação não é para que Deus possa saber se a gente vai
suportar ou não, pois Ele é Deus e como Deus ele sabe o presente, passado e futuro.
Quando Deus manda Abraão sacrificar o seu único filho, não era com proposito de
saber se ele era obediente, e sim para aumentar a fé de Abraão (Gn
22). Quando obedecemos da mesma forma que
Abraão, confiando que o plano de Deus é o melhor possível, nós elevamos seus
atributos e o louvamos por eles. A obediência de Abraão à face de um comando
tão difícil exaltou o amor soberano de Deus, Sua bondade, o fato de que Ele é
digno de confiança, e nos deixou um exemplo a seguir. Sua fé no Deus que ele
passou a conhecer e amar colocou Abraão na lista de heróis da fé (Hb11). Creio que somos testados por Deus não para que Ele saiba se somos fiel ou
não, mas parque atinjamos um grau de maturidade na fé (Jo 16.33; Jd 3).
2. Produzir Paciência
(vv. 3,4)
Na época de
Tiago o povo precisava perseverar, pois deles dependiam a continuidade da
pregação do evangelho. Nas dificuldades é muito difícil mantermos a paciência,
e Tiago talvez tenha lido a carta de Paulo ao Romanos 5.3 “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações;
sabendo que a tribulação produz a paciência”. Tiago sabia que paciência diante das
dificuldades geraria naquele povo o poder de superação, não poderia ser
colocado em duvida porque a esperança do crente não estar no homem, nem na
politica e sim Deus, a esperança gerada pela paciência não traz confusão e sim
fé (Rm 5.5).
3. Chegar à Perfeição
Como tudo na vida precisa estar sendo moldado, assim é a vida do
crente em Jesus, após ele adquirir a paciência, que já é algo que não acontece
da noite para dia, é um processo que vai demandar tempo e muitas lagrimas até
chegarmos à perfeição. Creio que essa perfeição só vai ser possível quando
Cristo arrebatar a sua igreja (Sl 119.67; Hb 5.8; Ef 4.13). Os crentes da
igreja primitiva que passaram pelas mais dolosas provações, trazem-nos uma lição
para igreja atual, amor daquela igreja não estava em posição em nem riquezas matérias
e sim na mais devota fé naquele que Senhor da igreja.
Conclusão
Possamos entender que as adversidades dessa vida são
passageiras, mas tudo que Deus tem para nossas vidas são eternas. Então fujamos
da aparência do mau, se achegamos a Deus com um coração contrito e com ouvidos
atento a voz do se Espirito.
Comentários:
Dc. Jose Emerson Barbosa da Silva
Assembleia de Deus em Curitiba
Congregação Portão
Dc. Jose Emerson Barbosa da Silva
Assembleia de Deus em Curitiba
Congregação Portão

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